Primeiro dia, 23/10/2013

Jpeg

Daniel O’Donnell, 23/10/2013, 11:54

O primeiro dia do I Seminário Interncional em Humanidades Digitais no Brasil começou hoje!

A cerimônia de abertura contou com o Diretor da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, Pedro Puntoni, e com o Coordenador de Cultura Digital da Secretaria de Cultura Digital do Ministério da Cultura, José Murilo Carvalho Jr. José Murilo relatou a experiência da inclusão de uma instância especialmente dedicada à Cultura Digital na esfera da administração federal, e fez um paralelo entre esta iniciativa pioneira e o início da reflexão sobre as Humanidades Digitais no Brasil, proposta pelo Seminário.

Na conferência de abertura, ” ‘This changes everything!’ The Digital Turn and the Institutional Practice of the Humanities“, Daniel O’Donnell falou sobre as transformações radicais trazidas pelo advento das tecnologias digitais para as disciplinas das humanidades. Entre as perguntas essenciais lançadas por O’Donnel na conferência, destacamos a seguinte: no trabalho aliado às tecnologias computacionais de difusão da informação, como se redefinem, nas humananidades, o “público” e os “pares”?  

À tarde, a mesa-redonda foi dedicada às bibliotecas digitais. Andreas Degwitz, em sua intervenção “From Books and Texts towards Images of Data“, trouxe uma reflexão inovadora: para ele, as bibliotecas hoje enfrentam o desafio de organizar, indexar e tornar disponíveis informações que não se reduzem aos objetos que tradicionalmente contém o texto – como o livro – mas sim se configuram, fundamentalmente, como informações e dados a serem processados. Em seguida, Dália Guerreiro, em “Bibliotecas Digitais para as Humanidades“,  fez um histórico do surgimento da expressão “humanidades digitais”, e ofereceu sua visão sobre como essa nova perspectiva afeta, metodologica e conceitualmente, o trabalho do bibliotecário – ou melhor: do ‘gestor da informação’. Encerrando a mesa, Pedro Puntoni apontou alguns aspectos fundamentais pelos quais as tecnologias digitais de indexação, difusão e apresentação dos textos podem afetar a relação com a leitura, da perspectiva dos organizadores da leitura, e da perspectiva dos leitores.

Na sessão de debates, Karim Gherab Martín contribui com a intervenção “The Multiplicity of Open Access in academic journals“, na qual, depois de tecer uma perspeciva histórica do chamado “open access”, apresentou um novo conceito de publicação acadêmica de acesso aberto, pela qual os repositórios institucionais universitários voltariam a ter o controle sobre o “copyright” – perspectiva que foi debatida por Henrique Parra e por outros participantes dessa última sessão do dia.

A programação de amanhã está em https://seminariohumanidadesdigitais.wordpress.com/programa/

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